Seu pequeno coração
cabe na palma da sua mão.
Mede como esta fechada,
com seus dedinhos dobrados.
De tantas formas já os dobrou;
já dois deles juntos cruzou.
Ficaram também por muito esticados
no desuso da desesperança.
Mas hoje, os enlaça como nunca antes:
Na mão de outra pessoa.
Que também é sua.
E os dedos se cruzam como magia.
E rima.
Mas sem rima.
Mas juntos riem
e nada importa.

