Giovanni Brescancini Picchiotti

Azul e Festa (Ruas Paralelas)

Azul e Festa (Ruas Paralelas)

Logo sob o lago do Azul
o som da paixão ondas gera
Sangrando, purificando a água
Com um bom cheiro intenso a infesta

À Festa a batida não infesta
Desde o Nunca faz parte desta
A monotonia ela cessa,
retoma, cessa e então retoma

No glaciar, Dalí vem correndo,
consequência do calor que surge
A vibração a visão afeta
O Alfa vê talvez ser beta

O terremoto é à Festa vida
Tic-tac com tantas mais batidas
Sede surge, matando a rima:
“Água, quero água, um copo d’água”

Rotina a sede sacia:
o frio inodoro volta em parte
A Ambos essa divisão se parte
Sóbrio, minha Heroína é arte