Desde logo, descrevo esta peça de autodivertimento, iniciada em 22/06/2024, como identitária e personalíssima.
Todos os escritos cá costurados orientam-se a inédito fim (ou, ao menos, é o que indica breve e preguiçosa busca no Grande Oráculo — o Google): sacrificar o meu Ego em sincericídio, ou, melhor ilustrando: sublimá-lo em “autenticídio”.
Este remendado, eminentemente autobiográfico, de fatos, sonhos, exercícios imaginativos, reflexões e poesias (a maioria redigida já com o propósito de cá figurar, tomando forma de novelas de ficção psicológica) almeja dar forma eterna e publicamente cognoscível a indivíduo que, ao menos por hora, é dotado de insignificância, anonimidade e quem — como todo ser humano — morrerá um dia.
Em caráter altruísta, esta obra almeja também ser uma fonte de acolhimento, um espelho, aos que, pelas falsas imagens por tantos projetadas, nunca encontraram um lugar para si, sentindo-se sui generis, tanto quanto eu sou!
Não está definida a exata estrutura que este livro seguirá, tampouco estão delimitadas as eventuais subdivisões que adotarei, dotadas de maior ou menor linearidade.
O que posso dizer é que estou gostando bastante de escrever estes autos, mas que um breve deslumbre de os ver como obrigação basta a me dar vontade de amassá-los e jogá-los no lixo.
Portanto, comprometo-me:
Arduamente trabalharei para que eles não se tornem um árduo trabalho — caso contrário, arrisco-lhes largar inacabados, de tal maneira que essas primeiras novelas que tive tanto gozo em pôr em tinta nunca veriam a luz do dia.
Modéstia à parte: não serei um monstro desses.

