Luzes coloridas, puras, não mistas,
bem combinadas, ainda separadas,
apesar de repetidas batidas,
tocando, mas não adentrando a morada
elas vem.
Fantasiado, num cavalo al dorado,
sonhador a seu infinito se atém
como escravo, por seu brilho domado
afim daquilo que ninguém tem
nem quer.
E o narrar vai se tornando dissertar,
ao ver que não há mais alegoria a fazer,
que não há mais boa desculpa para dar,
e que ainda há verdades para eu esconder.
De mim mesmo.

