Costumava pensar vermelho,
Alimentado pelo concreto.
Isto me afogava na maré vermelha;
Eu conquistava um todo incompleto.
Mas ela vinha e me deixava azul,
Em um mar de abstrações.
Tanto calor, em uma cor fria.
Não sabe o quão bem ela me fazia.
Seu sorriso fazia cintilar na água
O brilho da noite que fora passava.
A única constelação em meu céu
Aos meus tantos medos curava.
E assim, quando ela passava
Meu coração inquieto palpitava.
O vermelho, da paixão ressurgia;
Mas agora… azul eu o via.

