(…)
(A certa frequência, eu me questiono:
Como seria a minha vida se eu não fosse tão preguiçoso?
Francamente, eu não sei escrever! Saber falar bonito é muito diferente de saber escrever! Jamais deveria eu me atrever a produzir algo assim sem antes fazer um curso.
Vai ficar uma merda.
Mas, sabe… eu tenho preguiça. Se chego atrasado até mesmo nos locais que me remuneram — quão delirante é pensar em eu ser assíduo naqueles só me pagam em abstrato conhecimento.
Desta forma… sem curso de escrita criativa para mim.
Conto, ao revés, com intervenção divina.
Se vi Deus pessoalmente no metrô aquela noite, tenho o poder-dever de registrar a nossa novela sagrada.
Honrá-la-ei.)

