Desde o mais leve brilho do amanhecer,
tudo está no que seus olhos podem ver.
Se a cor destes vir a se avermelhar,
a tonalidade do céu a seguirá,
e o Sol então se porá.
Depois da leveza crepuscular,
tudo está no que seus olhos podem chorar,
no que sua boca pode pecar,
no que seu coração pode aguentar.
Se este mais rápido começar a bater,
se sua pupila dilatada pôr sua visão a tremer,
os arredores agora tão harmônicos passarão a estremecer;
você verá que só vê o que pode ver,
e que jamais saberá o que está a acontecer.
Com medo, os olhos fechará e os ouvidos impedirá de ouvir.
E então verá que tudo o que sempre precisou, sempre esteve aqui.
Irá, por um momento, no coração se ressentir.
Mas a verdade, na sua cabeça, virá a se repetir.
E então irá sorrir.
E os olhos abrir.
O jogo acabará.
Mas o Universo, infinito, em suas pálpebras fechadas sempre persistirá.

